quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

A Arte da Vida



                Quatro são os pilares que sustentam a humanidade: ciência, religião, filosofia e arte. Destes quatro, apenas uma não tem compromisso com a verdade. Fácil? Sabe qual? Vejamos.


                Na ciência, uma nova teoria se sobrepõe à sua equivalente anterior. Não podem conviver juntas em harmonia, pois sempre uma buscará para a si a razão em detrimento da outra. Por exemplo, não é permitido de forma alguma conciliar no meio acadêmico o criacionismo com a teoria da evolução, ou o “descobrimento” do Brasil com a “pré-existência“ do mesmo entre fenícios e outros povos.


                Se tratando de religião, é de conhecimento público a busca pela verdade, sendo que quaisquer elementos conflitantes são naturalmente marginalizados.


                Na filosofia também existe o compromisso com a verdade, porém difere da ciência e religião pela capacidade de manter linhas diversas de pensamento lado a lado sem detrimentos entre si, sendo este um dos pontos mais destacados por respeitados filósofos como Kant e Descartes, os quais acreditavam que as conclusões divergiam devido as diferentes óticas utilizadas para analise.


                E a arte?


                A arte não possui compromisso com a verdade. Sim, é sério, não tem mesmo. Logo, pense nas consequências disto... Não tem porque criticarmos aquele filme que “exagera” ou “distorce” a realidade. Da mesma forma que não há razão para criticarmos a literatura, fotografia, jogos, danças ou qualquer outra arte do manifesto...

            Mas e a vida? É a Arte ou Ciência? 

            Muitas são as menções na literatura a respeito da “Ciência da Vida”. O próprio termo “consciente” deriva disto. Viver “consciente” é viver “com ciência”.

            Não resta dúvida que a Arte provém da vida, mas isto faz da vida uma arte? Seriam ciência e arte os dois pratos da balança que devem permanecer em equilibrio?

            Viver a vida como arte faz muito sentido, faz tudo ser um improviso, desde um romance até o malabarismo das contas no fim do mês. A arte de se preparar um jantar e escolher uma roupa, se identificar com uma música, um filme.

            E viver consciente? Tem menos charme? Entender as ações e reações. Saber o valor real de cada elemento. Valorizar mais o que precisa do que o que gostaria de ter. Planejar-se. Vivenciar riscos previamente dimensionados.

            Seria a arte colorida e a ciência em preto e branco?

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Vamos Nos Perdoar

Hoje é dia de lembrar que a única certeza que temos na vida é a de que vamos morrer um dia, assim como as pessoas queridas que estão à nossa volta.

Acho que ninguém sabe o que veio fazer aqui no mundo, se é que viemos mesmo para algo, mas todos nós temos uma missão de vida em comum: Ser Feliz!

Essa busca pelo “Ser Feliz” muitas vezes é atrapalhada por diversos atropelos da vida.

Necessidade e Desejo são coisas bem diferentes.
A Necessidade é um conceito biológico natural que gera satisfação. Temos fome, comemos e logo nos sentimos satisfeitos.
Já o Desejo, ao contrário, não vem da natureza biológica, mas faz parte de todo humano.

O Desejo de Ser Feliz que todos nós temos está ligado a uma busca de ‘Reconhecimento e Amor’. Nossa memória guarda que um dia já fomos a pessoa mais importante do mundo para alguém, nossa mãe, e isso foi bom.

Mas nós crescemos, cortamos laços e nos vemos sozinhos no mundo com uma enorme necessidade de sermos importantes e amados por aqueles que estão à nossa volta.
Por isso queremos nos destacar no trabalho, construir bens, sermos belos e desejados e queremos também encontrar uma pessoa que nos ame pelo que somos e para a qual seremos importantes.

E um dia nós olhamos para a vida e até nos sentimos satisfeitos, mas não estamos felizes. Podemos ter tudo e ao mesmo tempo sentir um grande vazio no peito.

A verdade é que essa busca pelo “Ser Feliz” é impossível de ser suprida sem um outro alguém. Precisamos juntar nossa vida com a das outras pessoas, mas todos nós estamos errando muito, o que gera mágoas, marcas e tristezas.

Cada vez que nossa busca por ‘Reconhecimento e Amor’ é ferida, vamos acumulando traumas. Como defesa, para evitar futuros sofrimentos, podemos nos transformar em pessoas que não escolhemos ser.

Alguns se fecham, impedindo assim novas oportunidades de ser feliz e se iludem ao contentar-se apenas com os momentos de satisfação que a vida proporciona.

Outros podem tornar-se vingativos, frios e egocêntricos, pensando apenas em si próprios. Só que relações de ‘Amor’ são feitas de respeito e toda ação negativa gera uma reação também negativa. Essas pessoas só vão continuar se afastando do objetivo de “Ser Feliz”.

E outros podem tornar-se tão carentes que se apegam a tudo e a todos, sem critérios, inclusive a pessoas que as usam e as fazem sofrer.

Aqui no Mais Sentido nosso lema sempre foi: “Vamos Nos Permitir”. Mas a reflexão de hoje é outra. Talvez para que possamos ‘nos permitir’ seja necessário dar um passo para trás. Antes de qualquer coisa “Vamos Nos Perdoar”!

Se Permitir é seguir em frente e continuar tentando acertar na vida, mas se a gente caminhar com uma bagagem de mágoas e culpas nas costas, temos uma grande tendência de errar novamente.

Muitas pessoas já erraram conosco, nos magoando profundamente e fazendo com que nos sentíssemos como a pessoa menos amada do universo. Mas será que a gente já se perguntou por que essa pessoa errou? Será que ela queria o nosso mal ou a pessoa errou por não saber qual era o caminho certo?

E nós, já não erramos muitas vezes também? Quando erramos foi por maldade? Será que não erramos por querer dar o troco da mágoa que uma outra pessoa nos fez? E quando magoamos alguém sem querer?

Muitos de nós, quando reconhecemos nossos erros, achamos que devemos ser punidos por isso e que não merecemos a felicidade.

E esses erros, não perdoados, não digeridos, vão se transformando numa cadeia de mágoas e insatisfações que nos afastam cada vez mais do caminho do “Ser Feliz”.

A vida é cíclica e, se pararmos para analisar, determinados erros que as pessoas cometeram conosco e que nos fizeram sofrer nós também já cometemos com outras pessoas. Sofrer essa mágoa da vida pode ser uma oportunidade de corrigir um erro, se “limpar” e evoluir.

Perdoe aquele namorado que não te amou, perdoe aquela amiga que te ofendeu, perdoe seu pai e sua mãe pelos erros que eles cometeram com você e saiba que eles jamais tiveram intenção de lhe magoar, eles também são seres humanos, se perdem e erram. Perdoem inclusive aqueles que já morreram. Peça perdão pelas falhas que você cometeu com eles e perdoe por eles terem partido e deixado você aqui sozinho no mundo.

De nada adianta não perdoar. Ninguém é tão ruim e nós não somos perfeitos. Tente entender porque já erraram com você e perdoe. E, principalmente, perdoe a si próprio pelos erros já cometidos e não se culpe pelo resto da vida.

Enquanto a gente não encontra a felicidade podemos sustentar uma alegria de viver, encontrar um sentido para a vida e ser autor da própria história. O primeiro passo é o perdão. Limpe seu coração de toda mágoa e ressentimento e caminhe para uma vida nova.

É tempo da gente aprender alguma coisa.

“Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Falta Amor no Mundo


Falar de amor é difícil, principalmente nos dias de hoje.

Muitos acham que é coisa de mulher, que o homem só tem que falar para sua companheira que a ama e pronto, está de bom tamanho. Por motivos como esse que eu acho que falta amor no mundo, na vida das pessoas e em tudo que fazemos.

Antigamente, na época de sei lá quando, num tempo onde eu não vivi, mas que é relembrado de várias maneiras, existia mais amor. E hoje até as mulheres estão amando com menos intensidade do que antes.

Se conseguiu ler até aqui, proponho um desafio. Defina pra você mesmo: o que é Amor?
Difícil?
Alguns simplesmente pensam de primeira "Ah, é um sentimento bom!".
Outras pessoas pensam "É aquela droga que machuca, que tira meu sono, que faz doer e acaba com minha vida."
Mas a maioria, eu acredito que não sabem o que pensar.

E pra mim essa é a resposta certa: Amor não se define, não se vê, apenas se sente, se vive, se acredita.
É uma experiência que muda, que transforma, assume aspectos diferentes em partes diferentes da vida. Falando em vida, o Amor tem vida própria, e eu duvido alguém que tenha conseguido controlá-lo como bem quisesse.

Pois bem...
É por esse motivo, do Amor controlar sua vida, sua cabeça e principalmente seu coração, que as pessoas estão fugindo dele.

Existe o preconceito de quem ama e fala sobre o Amor. Esse sentimento assusta as pessoas.
Quem ama sente medo, receio de seguir em frente, de se declarar e colocar os sentimentos à prova.
Quem descobre que é amado rejeita, foge, corre pro lado onde o amor não o persiga. Poucas pessoas são corajosas para enfrentar o Amor.

Tudo por causa do medo... de sofrer...
Os dois lados tem medo de sofrer, quebrar a cara, magoar um ao outro e perder uma amizade.

Vamos colocar o Amor em outros sentidos.:
Amizade - sempre tem aquele amigo ou amiga que você ama de verdade.
Família - as pessoas amam seus pais, irmãos, primos, sobrinhos, etc.
Trabalho - tem pessoas que amam o que fazem.
Religião - as pessoas amam a Deus, Jesus, Jah, Natureza, a si mesmo e assim por diante.

Se você consegue amar coisas como essas, coisas simples da vida, como sua melhor roupa ou seus animais, por qual motivo, causa ou circunstância não consegue aceitar ou viver, ou dar um Amor de verdade?

Não estou dizendo que é obrigação do ser humano namorar, casar e amar. O que quero dizer é que quando esse amor existir, não desperdice. Se você ama uma pessoa, conte para ela, arrisque-se, conquiste, demonstre, a única forma de manifestar o amor é com nossos atos.

Descobriu que alguém te ama de verdade? Parabéns! Olha que maravilha, uma chance real de ter uma vida feliz! Permita-se, corra riscos também, afinal, a outra pessoa está com os mesmos medos, aflições e dúvidas que você quanto a isso.

Se você gosta de alguém, de conversar com ela, se sente bem e feliz a seu lado e essa pessoa demonstra gostar de verdade de você, e cuida, e se preocupa... já é um grande passo no caminho desse Amor que faz a vida valer a pena!

Curta o prazer de viver, faça coisas que gosta, mas faça tudo com muito amor. A vida foi feita para ser feliz! E para isso, basta você querer!

Tá solteiro, na pegação, não quer se envolver com ninguém? Beleza, é justo, é válido, mas não dê as costas para o Amor de primeira quando ele aparecer. Pense e se dê chances!
Algum grande amigo ou uma melhor amiga se declarou? Foi uma decisão muito difícil da parte desse ser, que merece respeito e muitos pontos! Aí você pensa: “Mas e a amizade? E se não der certo, não vai ser como era antes, porque, afinal, aconteceu com fulano e bla bla.” Você não sabe como vai ser. A amizade é linda e nela existe o Amor. Por que não junta-los e tentar?

domingo, 24 de outubro de 2010

Papo de Boteco


Inicio aqui uma nova coluna no Mais Sentido chamada Papo de Boteco, porque é sempre sentado numa mesa, com um pouco de álcool na cabeça, que as verdades aparecem.

Somos movidos a álcool?

Não.Verdades também surgem na hora do almoço, no Café do trabalho, numa fila qualquer... enfim, verdades surgem quando relaxamos e quando nos permitimos ser o que somos.

Boteco é palavra derivada do grego apothéke, que significa deposito.

Então nossa coluna Papo de Boteco será nosso depósito de troca de idéias.

Garçom, manda o primeiro texto!

Papo de Boteco - Ai, Ai, Ai


Vanessa da Mata - Ai Ai Ai
http://www.youtube.com/watch?v=e_GUp5Hk66o

Um amigo me pergunta esses dias, durante um cafezinho, se eu não acho que o mundo está deixando de amar. Caramba! Era hora de eu parar para pensar no assunto, porque confesso que também não arrumo tempo para isso. E sem cerveja, mas com cafeína, começamos a discutir o tema.

O assunto rendeu e foi para o Boteco, com várias outras pessoas. A conclusão que chegamos foi que as pessoas não estão se permitindo amar. E isso não é uma particularidade de homens ou mulheres, ambos estão agindo assim como se isso fosse uma defesa, ou talvez até um modismo.

Parece que hoje é ridículo você falar que está apaixonado por alguém. Diga qualquer coisa, diga que está com catapora, diga que tomou um porre e dançou no queijo, peça dinheiro emprestado, mas não fale que está apaixonado se não quiser passar por uma pessoa ridícula.

Nem pessoas casadas ou namoradas admitem essa condição. Quando muito os comprometidos dizem “eu gosto do meu parceiro” e já tratam de falar de outro assunto. Dica: ‘Falar de futebol’ ou ‘discutir Dilma e Serra’ é uma ótima tática para mudar de assunto.

E os solteiros? Xiiiii... Esses então estão correndo de se envolver com alguém mais do que Queniano na São Silvestre. Normalmente as pessoas dessa raça, a dos solteiros, já viveram alguma história. E se acabou, logo, não foi boa (na cabeça deles, é claro). Então para evitar novos conflitos os solteiros simplesmente preferem ficar sozinhos. Olha que prático.

Será que na prática isso é tão prático assim?

O negócio está tão maluco entre homens e mulheres que se um cara chama uma mulher para sair e ela diz não e confessa que é homossexual, ele acha normal e até se excita. Mas se ele sai com uma mulher, tem uma noite fantástica e ela liga no dia seguinte dizendo que está gostando dele o cara some do mapa.

E as mulheres então? Ela cai de amores pelo gostosão da academia, diz que lava, passa e cozinha para aquele Príncipe, até descobrir que ele é apenas a sua Fada Madrinha. Ele vira seu amigo e a ajuda a procurar um Sapo perdido, afinal ele é gay mas é homem e pode ajudar. Ai o Sapo aparece, eles saem umas 3 vezes e o candidato a Príncipe a pede em namoro. Ela se assusta tanto que passa a achar que o cara é um psicopata. Afinal, um homem normal jamais se apaixonaria com tanta facilidade.

Mas na prática estou cheia de amigos, Homens, que vivem me perguntando como agir para conquistar uma garota que conheceram e gostaram. Mas o maior medo de um homem parece ser abrir seu coração e tomar um fora. Isso é pior que perder um ano de dinheiro de trabalho na Bolsa de Valores.

Eles querem decifrar todos os códigos da mulher antes de se declararem. Só que do outro lado as mulheres estão fazendo a mesma coisa. Elas escondem os sentimentos para não parecerem idiotas, então os códigos transmitidos não são verdadeiros. Então temos pessoas constantemente se conhecendo e se camuflando. E na dúvida ninguém ataca... mas já partem para o próximo combate. Isso sim é guerra, a famosa Guerra dos Sexos. Essa guerra nem Capitão Nascimento ganhou.

Porque será que temos tanto medo de curtir alguém e de se apaixonar? Porque fugir de uma pessoa com um beijo bom, uma pegada maravilhosa, agradável, divertida, amiga, que você sente prazer na companhia? Porque ficar de olho e tentar o próximo da fila se tem alguém bacana ao seu lado?

Aqui não estamos falando em casamento e nem em namoro. Os solteiros, para quem esse texto se remete, tem uma idéia pesada de um compromisso, como se fosse um cárcere. Aqui estamos falando apenas de se permitir curtir alguém. Exorcise seus demônios! Ter alguém ao lado pode ser bom, acredite! É muito bom ter uma pessoa amiga, com quem podemos contar e dividir coisas da vida e além disso aprimorar os prazeres do sexo.

O primeiro texto do Mais Sentido foi um texto do Danilo Régis chamado “Vamos nos Permitir”. Se permitir é muito diferente de se obrigar. Ninguém tem a mínima obrigação de encontrar alguém na vida e nem estar ao lado de alguém a qualquer preço só para não ficar sozinho. Mas se você encontrar alguém e se tiver bom, porque não se permitir?

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Mulheres de 30

Texto de Daniela Miranda


“Uma mulher de trinta anos tem atrativos irresistíveis. A mulher jovem tem muitas ilusões, muita inexperiência. Uma nos instrui, a outra quer tudo aprender e acredita ter dito tudo despindo o vestido. (...) Entre elas duas há a distância incomensurável que vai do previsto ao imprevisto, da força à fraqueza. A mulher de trinta anos satisfaz tudo”... Balzac.

Aos 30 tudo muda e as crises do universo feminino perdem forças.

Muda porque mudamos a forma de agir, de reagir e o modo como enxergamos as coisas. Aceitamos com mais naturalidade que as pessoas são complexas e que o equilíbrio é a chave do sucesso em qualquer fase de nossas vidas. O que é certo para alguns, nem sempre é correto para nós. Sabemos também que algumas coisas não são politicamente corretas, mas fazem muito bem para a alma. As mulheres de 30 já se conhecem o suficiente para saber quem são e o que querem.

Depois de ler a frase acima de Balzac, fiz uma auto-critica a meu respeito e fiquei observando algumas amigas que agora também já passaram dos 30. Somos mulheres fortes, diretas e honestas. Não temos dificuldade em dizer a um cara que ele é um idiota, se estiver agindo como um.

E o que mais encanta é que parece que nunca vamos perder aquele jeitinho que trouxemos dos 20... Perdemos o frescor juvenil, é verdade. Mas também perdemos o ar inseguro de quem ainda não sabe direito o que quer da vida, de si mesma e de um homem. O bom é que um homem nunca precisa se preocupar onde ele se encaixa em nossas vidas. Basta agir como homem, e o resto deixa que a gente faz. Não sustentamos mais aquele ar ingênuo, uma característica sexy da mulher de 20. Só que isso é compensado por outros atributos encantadores que revestem as mulheres de 30.

Como nos conhecemos melhor, somos mais autênticas, centradas, certeiras no trato conosco e com os outros. Aos 30, temos uma relação mais saudável com o próprio corpo e orgulho das suas carnes sinuosas. Não brigamos mais com nada disso. Na verdade, queremos brigar o menos possível. Estamos interessadas em absorver do mundo apenas o que parecer justo e útil.
Aos 30 anos, já sabemos nos vestir. Dominamos a arte de valorizar os nossos pontos fortes e disfarçar o que não interessa mostrar. Gastamos mais porque temos mais dinheiro. Mas, gastamos melhor. Temos gestos mais delicados e elegantes.

Aos 30, fingimos indiferença com muito mais competência quando nos interessa repelir. Não somos mais bobinhas. Mas continuamos inconstantes. Mulher que é mulher, se pudesse, não vestiria duas vezes a mesma roupa nem acordaria dois dias seguidos com o mesmo humor. Mas, aos 30 já sabemos lidar melhor com esse aspecto peculiar da condição feminina. E poupa (exceto quando não quer) o seu homem desses altos e baixos hormonais que aos 20 a atingiam e quem mais estivesse por perto, irremediavelmente.

Sim, aos 20 a mulher é escolhida. Aos 30, nós escolhemos. E o melhor podemos escolher os moçinhos de 24, 38 e os de 43 anos.

As mulheres de 30 dão gosto de olhar, capturam os sentidos, provocam fome. Aos 30, somos mais naturais, sábias e serenas. Menos ansiosas, menos estabanadas (nem sempre!). Até nossos lábios, se tornam mais reluzentes; e nossa saliva, mais potável. Ainda desenvolvemos um toque ao mesmo tempo firme e suave. Aos 30 ousamos e normalmente acertamos. Amamos quem queremos, à hora que queremos e onde queremos. E o mais importante: do jeito que desejamos.

No jogo com os homens já aprendemos a levar a situação sem que ninguém se sinta dominado. Sabemos impor nossas condições na hora certa e de forma sutil. Sabemos correr atrás do que queremos sem confrontos inúteis. Sabiamente, gozamos da condição feminina sem engolir sapos supostamente decorrentes da imaturidade. Uma mulher de 30 faz toda a diferença. Aos 30 ela poderá ser umas sete ou oito vezes mais interessante, sedutora e irresistível.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Tudo Que Eu Quero

Nunca imaginei tal situação
Onde eu conhecesse alguém
Por quem em tão pouco tempo
Conquistasse a mim
Do jeito que fez
Sem nem pensar se queria fazer.

Eu posso ser assim
Me apegar de um jeito
Por pessoas que tem algo
Que sempre procurei

Pode ser num olhar
Num sorriso
Nas palavras
Ou até mesmo
Num pensamento

O estranho é entender
Que pelas pessoas que me apego
Logo decido o que eu quero
Sendo na maioria
Querer estar perto
Para compartilhar uma amizade
Um segredo ou nada mais

Tive novos encontros
Conhecendo, me envolvendo
Mas nada pra frente eu levei
Pois queria a liberdade
Pela qual eu lutei para ter

Mas esse caso me pegou
Distraído e desprevenido
Quando achei que queria estar sozinho
E agora mudar meu pensamento
Sem nenhum argumento

Descobri sua história
Ouvi muitos comentários
Mas para nada disso eu ligo
Pois tenho meus princípios




Procurei pelo teu potencial
Achando bondade
Buscando a felicidade
Mas as barreiras do medo
Criam desconfiança
Confundindo suas vontades

Talvez não seja assim
Esteja enganado
Mas sobre o que eu quero
Nunca deixei de estar certo

Quero proteger
Cuidar e ensinar
Mostrar o que você tem de melhor
Pois sinto quando é pra acontecer
E luto quando as chances transparecem
De ambos os lados aparecem

Já decidi meu desejo
Fazer parte da sua vida
Seja o tempo que for
Pois os fatos em comum
Nos deixa mais confiáveis
De uma relação agradável

Temos muito a conhecer
A descobrir e realizar
E vou me arriscar
Pois sei das condições
Que o futuro lhe trará

Resumi o que sou,
O que quero
Em versos descobertos
Pela minha mente
Que tem mais a dizer
E você irá escutar
Quando quiser
Irei falar