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domingo, 5 de janeiro de 2014

Mulher - Para o mau entendedor


               "Tudo começa com os olhos. Ela tem que ter olhos que vejam mais do que meras futilidades, e enxerguem o bem nas pessoas. 20% anjo, 80% demônio. Com os pés no chão. E que não tenha medo, de sujar as mãos trabalhando."
Vin Diesel
(Dom Toretto - Em Velozes e Furiosos 4)


                A natureza tende ao equilíbrio, toda ela, e entre nós, laços, casos e descasos, isto não poderia ser diferente, sendo muito importante que treinemos nossos olhares para discernir a natureza dos elementos que nos cercam, de forma a trabalhar em harmonia com a tendência natural de cada um, tendência essa conhecida na China como “Tao”, e aquele que compreende o “Tao” torna-se sábio.
                
                Desde o inicio da linguagem os homens discorrem sobre a natureza feminina, mas muita coisa mudou desde aquela época. Não que não existam mais mulheres como antigamente, pois existem, o que é uma honra para ambos os lados, mas a natureza pós-moderna trouxe a tona um potencial feminino latente, adormecido, isso sem que a geração anterior pudesse passar orientações precisas a respeito disso.

                Vejamos o cenário atual, e tentemos identificar algumas de suas nuances mais comuns no que se refere a expectativas. As explanações serão do ponto de vista feminino, pois é o foco da abordagem, mas não necessariamente de uma mulher, assim como vou me referir a parceir@ com “@” para unificar o gênero do parceiro ou parceira que se envolve com a pessoa em questão.

                Tudo começa no olhar. Não precisamos de pessoas para nos comandar, pois queremos diálogos e não ordens. Também não queremos palestras. Nossos valores devem ser respeitados, e se o nosso conteúdo não é do seu interesse, por favor, ignore o que vê por fora, pois não foi feito pra você.

                Queremos proteção sim, mas não do seu tacape, pois os perigos de hoje são mais do que brutamontes e feras nos atacando. Temos problemas pessoais, familiares e profissionais. Algumas vezes iremos lhe querer como uma mente sensata para nos ajudar a solucionar nossos problemas, outras vezes apenas como um porto seguro ou um veleiro que possa nos afastar do problema para descansarmos, sem perguntas, sem explicações. Portanto seja atent@, e saiba o que oferecer em cada momento. E se não souber lidar com uma dessas situações, não estranhe se ocasionalmente nos voltarmos para uma pessoa que sabe.

                Pegue leve. Não nos peça mais do que podemos oferecer naquele momento. Nos pressionar pode sim nos fazer tomar uma decisão, mas isto pode se virar contra você se não estiver preparado para lidar com todas as decisões possíveis. E, além disso, entenda que algumas pessoas acreditam que o que vem fácil vai fácil.

                Não confunda as coisas. Posso sim ser amiga, amiga colorida, confidente, namorada, amante, esposa, etc. E a partir do momento que assumimos uma relação de qualquer tipo, não me pressione para mudar a categoria, não envie ofícios, pois não chegamos ao ponto de ser, por exemplo, “amigos” por charme e sim por afinidade, e afinidade não se muda com pressões externas ou requerimentos.

                Não seja raso. Não há valor nisso. Se realmente acredita que pode nos julgar assim que nos conhece você definitivamente é uma pessoa arrogante, então não estranhe se for arbitrariamente ignorad@.

                Não comece nenhum tipo de relacionamento conosco com a esperança de nos mudar. Se nos conhecemos na balada entre amigos, amigas, pode pressupor que esta é a forma que eu vivo (ou não), sendo que este cenário pode até mudar em algum momento, mas não pra te agradar.

                Seja sincer@. É possível sim ser sincero de forma polida, de forma que talvez até magoe, mas não machuque tanto quanto a destruição de um sentimento todo construído em cima de suas mentiras.

                Não queira estar sempre certo. Nem tudo na vida precisa ser uma batalha, principalmente entre duas pessoas que possuem algum tipo de relacionamento. E se você já é uma pessoa sábia, completa, que interesse teria eu em fazer parte da sua vida?

                Não nos prenda. Existe uma diferença enorme entre ser atencioso 24hrs por dia (whatsapp, sms, facebook, etc.), e querer ter pleno controle de nossas vidas. Autorizações são para soldados, queremos seu consentimento algumas vezes apenas como forma de carinho e demonstração de compreensão e confiança.

                Seja feliz. Não seja aquela pessoa que se apresenta feliz e sorridente para nós e depois que pega confiança se vira uma pessoa triste e depressiva. Ninguém gosta disso. Alias, não finja ser quem não quando for se apresentar.

                Seja honesto. Sabemos e queremos conversar, sabia? Nos sentimos uteis e estimad@s quando vocês conversam conosco.

                Confie em nós. Não sabe dançar? Nunca foi num lugar desses? Não conhece meus amigos? Relaxa. Confie em nós. Sabemos o que estamos fazendo e entendemos até os riscos.

                Enfim, não é tudo, parece pouco. Mas significa muito, e pode fazer toda a diferença.
                

sábado, 20 de outubro de 2012

Para escolher um novo amor


 - "Quem souber colocar sua inteligência ao lado do coração alcançará na Terra as maiores alturas." - JHS

                Na árvore da vida humana cada ramo é um caminho a ser percorrido e nem todos os caminhos darão frutos e nos deixarão mais próximos da copa, e sendo assim, cabe a nós utilizarmos a intuição e a inteligência a fim de escolhermos os melhores ramos, as melhores sendas, de forma a nos elevar e fortalecer para as adversidades que natureza nos proporciona durante o nossa ascensão.

                Na vida amorosa, sempre haverá ao menos dois caminhos, o altruísta e o egoísta, cada qual com a sua beleza, com seu valor.

                Altruísmo é bem querer, é o amor incondicional que busca a felicidade alheia independente da própria. Se alguém te ama de forma altruísta ela irá batalhar pela sua felicidade, não pela sua companhia, o que naturalmente poderá incomodar a pessoa amada caso o amor seja recíproco e ela deseje estar com ele, deseje ser alvo de uma ferrenha batalha de conquista repleta de paixão e aventuras, e não aceita apenas votos de felicidade.

                Já o amor egoísta é a semente da discórdia. É o amor daqueles que desejam a felicidade do outro apenas se ele estiver junto de si, senão não. É o amor daquele que aceita ficar junto mesmo que o amor não seja correspondido, pois ama o bastante por ambos. O que prepondera neste caso é o instinto animal,  repleto de sentimentos inferiores, que vê o amado como um objeto a ser mantido próximo e exclusivo, roubando assim a natural liberdade a que todos nós temos direito.

                “Os opostos se distraem, os dispostos se atraem”.  – O Teatro Mágico

                Quando for escolher uma companhia, não busque aquela que tem a luz que falta em você, pois este é o verdadeiro vampirismo, e da mesma forma que você consumiu a sua, também irá consumir a luz alheia e ambos acabarão apagados.

                Não busque aquela que te prende, te sufoca e te afasta dos amigos, pois eles são o seu porto seguro e devem ser mantidos sempre em lugar de destaque.

                “Para viver um grande amor é primeiro preciso tornar-se cavalheiro... “ – Vinicius de Morais

                Nas palavras de Sidarta Gautama, o Buda: “não construa seu edifício em bases frágeis”. É dever de todos nós elevarmos internamente a afeição pelo bem, bom e belo em detrimento ao mau, mal e feio, e desta forma nos tornamos dignos de sermos base de crescimento da pessoa amada no dia em que ela chegar.

                E se um por ventura chegar a hora, cabe ao mais sábio entender que por mais que você goste de uma pessoa, seja como namorado-amigo-amante-marido-esposa etc., não significa que você deve passar a vida toda com ela se está claro que a convivência não levará nenhum dos dois a copa da vida, e por mais que a inércia (tendência de se permanecer como está) possa nos compelir a permanecer juntos por hábito e conveniência, temos sempre uma obrigação maior conosco, a obrigação natural de buscarmos o nosso lugar no mundo, nosso equilíbrio e nosso destino...

sábado, 15 de agosto de 2009

Vida Musical...

É comum dividirmos o ser humano em pelo menos duas partes... eu pessoalmente costumo dividir em três... Corpo e Alma, ou Corpo e Mente, e a terceira parte seria o espírito. Naturalmente vou ter problemas com os leitores ateus... mas sempre será difícil agradar a gregos e troianos.

Pois bem. Para se formar um casal o ideal é existir afinidade nos três níveis: Físico, mental e espiritual.

Se compararmos estes níveis a música, o ritmo seria relacionado com o corpo, a melodia a alma, e a harmonia ao espírito.

Para dançarmos, basta haver ritmo... para sonhar, pensar, lembrar, sentir é preciso melodia... alma...

Ainda é um pouco cedo para este blog falar da harmonia. Mas segue a lição de casa:

- Procure a pessoa que tem o seu ritmo, depois fique a sós com ela e veja se o silêncio é agradável... confortável... E se tudo indicar que deu certo, vide “O Teatro Mágico”:

“Os opostos se distraem, os dispostos se atraem”

Para os casais mais avançados - afinal, este blog não é só para solteiros - deixo uma pequena dica sobre harmonia:

- Vocês já viram apresentação de orquestras sinfônicas? Sabem como eles alcançam aquele nível de perfeição, não sabem?

Feliz dia dos solteiros!

Os casais não precisam de dia próprio, correto? Afinal, todos os casais já vivem uma eterna felicidade, não é mesmo?

À Procura da Batida Perfeita

Olá, pessoal! Demorei para “dar as letras” por aqui porque o trabalho me levou para lugares bem distantes, inclusive de tecnologia.
Coincidência ou não, hoje é Dia dos Solteiros e não havia data mais indicada para que eu começasse a escrever neste Blog.

Por que estamos cada vez mais solteiros?

Hoje a grande maioria dos meus amigos é solteira e, mesmo aqueles que oficialmente namoram com alguém, muitas vezes se sentem como solteiros também. As pessoas estão cada vez mais sozinhas e isoladas em seu próprio mundo.

Será que ser solteiro e dono da sua própria vida é melhor ou será que não estamos conseguindo desenvolver parcerias?

Até acredito que para os muito jovens a escolha pela “vida de solteiro” seja interessante. É bom descobrir o mundo. Mas depois de um tempo bate uma vontade de seguir a vida com alguém e formar um par.

Precisamos de parceiros em tudo na vida, no trabalho, no lazer. Não somos auto-suficientes. Precisamos até do padeiro para fazer o Pão Nosso de Cada Dia.

Mas o nosso grande desafio tem sido conseguir desenvolver uma parceria na vida pessoal. E não falo nem de amar, porque muitas vezes amar a gente consegue, não consegue é conviver com quem a gente ama.

E por que será? Eu não sei a resposta, afinal estou na lista dos solteiros que até hoje não conseguiram desenvolver essa parceria. Como meu amigo Danilo Régis já disse, é mais fácil formar um trio do que uma dupla (e que isso não sirva de sugestão para o problema!).

Lanço aqui o debate.
E já que hoje é Dia dos Solteiros, felicidade e boa sorte a todos que continuam à procura da batida perfeita.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Vamos nos Permitir..

Vocês já repararam como as crianças se conhecem? Elas são levadas pelos pais a lugares que não conhecem e colocadas juntas com outras crianças que muitas vezes nunca viram! Elas não escolheram estar ali, mas não vão reclamar... vão sim procurar lidar com a situação da melhor forma possível.

As amizades entre crianças surgem sem palavras, sem pedidos, elas apenas se predispõe e aceitam que se estão próximas devem ter algo em comum... e apenas se uma criança "causar" muito é que a outra vai se afastar...

Já os adultos dificultam a vida. Como não aceitam mais serem carregados, muitos passam meses sem ir a um lugar desconhecido, e anos sem sair com pessoas desconhecidas.

Neste caso, o que fazer?

- Lulu Santos resolve a questão quando diz “Vamos nos permitir...”

Aceite convites, mesmo os sem atrativos, porque um convite leva a outro... e a outro.. e quando você menos esperar conhecerá pessoas especiais, que muitas vezes fará com que você se sinta uma criança novamente! Ou quem sabe um adulto, vai saber... !

E dito tudo isto, alguns me dirão: “Ninguém nunca me convida”. Neste caso é importante se olhar no espelho e tentar descobrir onde foi parar aquela criança que a priori confia e considera o próximo nobre, até que se prove o contrário....